São 12hrs. Olho para os lados e o que vejo não me agrada muito. Ivan está com a face borrada pelo suor, misturado com um tanto de ansiedade e desespero. Alan tenta permanecer calmo, mas diante das circunstâncias, isso se torna impossível. Erick, talvez a figura mais exótica do grupo, parece desajeitado com seu corpo. Encaro aquilo como se a alma dele fosse muito grande para o corpo. Ele, sentado em uma cadeira muito pequena para a acomodação perfeita do seu corpo, tem suas mãos levadas à cabeça. Eu, que não saía do contexto, permanecia inquieto numa cadeira, enquanto tentava ajudar o pessoal em alguma coisa. Mércia havia ligado minutos antes e disse estar em casa fazendo o trabalho.
Do nada...
- Essa porra!! Agora a gente vai comer!
-É isso aí - concorda Ivan.
-Até eu tô nessa - falo, concordando com os dois.
- É nessa, véi. (Alan) - será que eu preciso mesmo identificar as falas de alan?
A pequena cadela de Erick (ironia) nos faz companhia. Ela brinca uma brincadeira de mal gosto: de degustar nossas mãos. Aliás, se nós cinco colocarmos as mãos na boca da inocente cadela, aposto que ainda sobra espaço lá dentro pra dois gatos e um coelho.
Durante o almoço, discutimos muitas coisas sérias e que vinham a calhar...
-Alan, viu aquela reportagem do cara que matou a esposa e a filha, cortou os ossos e deixou tudo num matagal? (Diego)
-Rapazzz, foi?? Vi não. Mas você viu o que os caras fazem no exército, em sobrevivência?
-Tô por fora, véi.
- É assim - alan explica os procedimentos. Ele se empolga quando o assunto é sobrevivência, mulher e afins...
Enquanto falamos, Ivan e Erick já deviam estar no terceiro ou quarto prato. A televisão, na cozinha, nos mostrava alguma coisa sobre cavernas em Sergipe. Era mais uma daquelas programações locais que nos tenta convencer sobre a importância de nossa "terra".
- Pronto!!!! Agora vamos ao trabalho.- diz Erick, mas não saberia identificar se motivado por amor ao conhecimento ou pelo medo de um desastroso zero.
- Já? Poxa.. só 3 minutinho de sono - eu falo. Com certeza motivado pelo sono pós almoço.
Quando chego no quarto, onde estávamos fazendo o trabalho, tento fazer algo engraçado: adianto o relógio do pc em uma hora. Queria dar susto em alguém. Pro meu azar, Alan descobre tudo, e meu ar de comediante vai por água a baixo. Às vezes eu gostaria que ele fosse menos esperto.
Contiuamos em ritmo alucinante até às 22, mas não tenho certeza quanto ao horário.
*Isso tudo acontece no sábado... as aventuras do domingo, contaremos em outro post.
De agora em diante só farei trabalhos assim...
ResponderExcluirCom emoção heheh como diz nosso amigo Erick
Se vc qquer emoção, vá pra montanha-russa, como diz nosso amigo alan. kkkkkkkkkkkkkkkk
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