Os eventos que serão narrados a seguir foram baseados em fatos reais, e ocorreram em algum momento de 2009, em um sábado e domingo, antes da entrega do projeto de Abasteciento de Água que deveria ser efetuada na segunda-feira.
Muitos dias após a primeira reunião (descrita no post anterior), e pouco antes da catástrofe que seria a não entrega do trabalho, eu, Ivan, Alan e Mércia, nos isolamos do mundo em uma noite de lua cheia, vestimos nossos trajes cerimoniais, acendemos a fogueira no centro do quadrado (era pra seru um pentagrama, mas somos apenas quatro, pra nossa infelicidade. Falhamos seriamente em não ter agregado outro componente ao grupo. No entanto, isso é apenas detalhe...), sentamos e iniciamos as conjurações necessárias; afinal, era preciso ligar-nos ao grande ente administrador da vida (necessitávamos urgentemente de uma entidade superior, e se não existisse, nós certamente teríamos criado uma). Feito isso, discutimos.
- Ivan, eu tenho o sentimento de que algo está errado
-É?
-É.
- O que foi?
-É justamente isso Ivan. Não foi. O trabalho da gente não foi.
-Não foi?
-Sim. Não foi nem está sendo. É o início, mas sem meio e fim. Entende?
- Essa é sua forma de dizer que quer fazer o trabalho, Diego?
-Justamente isso.
- Cri, cri,cri (Mércia)
- Véi, o negócio é a gente marcar de fazer o trabalho na casa de alguém. Em pouco tempo a gente faz isso. (Alan)
- Alan, eu não tenho tanta certeza assim não (Diego)
- Rapazzz, eu acho que vou desistir - fala Ivan com certo desânimo.
-Ivan, o importante é como guerreamos e não o resultado da guerra, lembre-se disso - eu retruco, em um misto de bronca e esperança.
Um tempo depois da conversa, chega-nos a informação que Erick, amigo nosso, está no mesmo barco. Bom marinheiro que ele é, decide, junto conosco, levantar âncora e sair do porto com nosso barquinho. Não temos outra opção, e ficou decidido que no sábado terminaríamos todo trabalho. (Bem que eu falei que achar o quinto componente não seria problema... agora podemos, sim, formar um pentagrama com uma fogueira no centro).
Já no sábado pela manhã, passo na casa de Ivan e de lá vamos, de carro, pra casa do nosso amigo Erick. Esperamos Alan no ponto combinado. Ele não chega. Continuamos nosso caminho.
Depois de Ivan ter invadido uma contra-mão pra poupar tempo, chegamos no destino. No início, todos calmos. Esperamos Alan chegar, então:
-Como todos já estão aqui, proponho que façamos uma avaliação de nossa situação no trabalho. Assim cada um vai dizendo o que falta e a gente vai fazendo. E ái, o que vcs acham?
- Ah, isso é fácil. A gente pode começar do zero, então? (Erick)
-Porra, vc tá no zero ainda? - falo, surpreso.
- É onda. Relaxe. (Erick)
- Ah bom. Mais uma dessas eu eu desmaio aqui de susto.
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