sábado, 19 de dezembro de 2009

Era uma vez, um projeto de abastecimento... (parte III)

São 12hrs. Olho para os lados e o que vejo não me agrada muito. Ivan está com a face borrada pelo suor, misturado com um tanto de ansiedade e desespero. Alan tenta permanecer calmo, mas diante das circunstâncias, isso se torna impossível. Erick, talvez a figura mais exótica do grupo, parece desajeitado com seu corpo. Encaro aquilo como se a alma dele fosse muito grande para o corpo. Ele, sentado em uma cadeira muito pequena para a acomodação perfeita do seu corpo, tem suas mãos levadas à cabeça. Eu, que não saía do contexto, permanecia inquieto numa cadeira, enquanto tentava ajudar o pessoal em alguma coisa. Mércia havia ligado minutos antes e disse estar em casa fazendo o trabalho.
Do nada...

- Essa porra!! Agora a gente vai comer!
-É isso aí - concorda Ivan.
-Até eu tô nessa - falo, concordando com os dois.
- É nessa, véi. (Alan) - será que eu preciso mesmo identificar as falas de alan?

A pequena cadela de Erick (ironia) nos faz companhia. Ela brinca uma brincadeira de mal gosto: de degustar nossas mãos. Aliás, se nós cinco colocarmos as mãos na boca da inocente cadela, aposto que ainda sobra espaço lá dentro pra dois gatos e um coelho.
Durante o almoço, discutimos muitas coisas sérias e que vinham a calhar...

-Alan, viu aquela reportagem do cara que matou a esposa e a filha, cortou os ossos e deixou tudo num matagal? (Diego)
-Rapazzz, foi?? Vi não. Mas você viu o que os caras fazem no exército, em sobrevivência?
-Tô por fora, véi.
- É assim - alan explica os procedimentos. Ele se empolga quando o assunto é sobrevivência, mulher e afins...

Enquanto falamos, Ivan e Erick já deviam estar no terceiro ou quarto prato. A televisão, na cozinha, nos mostrava alguma coisa sobre cavernas em Sergipe. Era mais uma daquelas programações locais que nos tenta convencer sobre a importância de nossa "terra".
- Pronto!!!! Agora vamos ao trabalho.- diz Erick, mas não saberia identificar se motivado por amor ao conhecimento ou pelo medo de um desastroso zero.
- Já? Poxa.. só 3 minutinho de sono - eu falo. Com certeza motivado pelo sono pós almoço.

Quando chego no quarto, onde estávamos fazendo o trabalho, tento fazer algo engraçado: adianto o relógio do pc em uma hora. Queria dar susto em alguém. Pro meu azar, Alan descobre tudo, e meu ar de comediante vai por água a baixo. Às vezes eu gostaria que ele fosse menos esperto.
Contiuamos em ritmo alucinante até às 22, mas não tenho certeza quanto ao horário.


*Isso tudo acontece no sábado... as aventuras do domingo, contaremos em outro post.

2 comentários:

  1. De agora em diante só farei trabalhos assim...

    Com emoção heheh como diz nosso amigo Erick

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  2. Se vc qquer emoção, vá pra montanha-russa, como diz nosso amigo alan. kkkkkkkkkkkkkkkk

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