Lembro-me de ouvir o telefone tocando. -"Diego, seu irmão quer falar com você". Eu atendo: - "O que você quer?". No outro lado da linha: - "É véi... você é foda mesmo" (um leve exagero meu, pra deixar o relato mais interessante). Respondo: -"Grande coisa. Passar no Cefet todo mundo passa. Eu quero ver é eu passar na UFS". Mas, três meses depois, em uma conversa com a genitora:
- Vou trancar a UFS.
- O quêeeeeeeeeeeeeeeeee??? (Um grito que acordaria até... até... faltou uma metáfora legal. mas eu sei que vocês entederam).
- É, não tá me acrescentando em nada. Engenharia não é meu ramo. Simplesmente não é, não rola (ó).
- Mas você ficou estudando um ano e vai desistir assim?
- É melhor perder um ano do que a vida toda.
Bom, esse foi apenas o começo. Foi uma escolha brutal. me debati durante dias, e quase não dormi, até o dia da decisão final. Poucas escolhas foram tão certas quanto essa: Cefet x UFS. No fundo, os cursos não eram tão diferentes; ambos tinham fortes bases no cálculo. No entanto, havia um diferencial: os amigos. Desistir do curso no Cefet seria receber também uma carta de alforria, a qual não me deixava muito contente. Aprendi que a liberdade não seria tão boa assim. Queria me sentir preso aos amigos, à amizade que brotava, e às experiência que aconteceriam.
Sem dúvidas. Tranquei a UFS.
Amigos legais, momentos legais. Abramos o baú... é pra isso que esse blog serve.
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